Monday, February 21, 2005

“ Ainda me lembro “

Ainda me lembro,
Quando eras meu membro.
Íamos para a noite conhecer
Uma garinas.
O clima estava a aquecer,
Por isso dávamos umas pinas.
Podem não compreender,
Mas fazíamos, de casa as esquinas.

À noite tínhamos liberdade,
Andávamos à vontade.
Era a nossa realidade,
Não tínhamos limites na idade,
Tempos que eu quero curtir,
Na noite existia ilusão.
Pisávamos juntos um diferente chão,
Ao estarmos dos bofias a fugir.
Víamos muitas cenas,
Muitas cenas indecentes.
Sentíamos pena apenas,
Por estarmos disso dependentes.

Ainda me lembro,
Quando eras meu membro.
Onde eu choro,
Saudades desses tempos eu sinto.
Nas lágrimas essas recordações eu pinto.
Cada momento eu exploro,
Nesta confissão eu não minto.

Na noite contigo medo não sentia,
Ficava seguro em todo o escuro.
Sentia apenas alegria,
Tudo o resto eu censuro.
Tínhamos como companhia a poesia,
Tornava tudo num futuro.
Sei que agora a vida, está bué da mal,
Porque à uma crise espalhada pelo mundo.
Sem ti nada é igual,
O mundo agora está tão imundo.
Do teu lado tudo era especial.
Sentimento de culpa profundo.

Ainda me lembro,
Quando eras meu membro.
Dias inesquecíveis,
Dias incríveis.
O tempo pode passar,
Mas isso sempre me vou lembrar.
De seres meu membro,
Ainda me lembro.

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