Monday, February 21, 2005

>“ Não pares de lutar “

Sempre foste mal habituado,
>Desde de puto que estás dependente.
>Não consegues procurar, precisas de encontrar algo bem colocado.
>Teres uma atitude própria não entra na tua mente,
>Vives com um código descodificado,
>Porque queres caminhar pelo presente.
>Os teus pais deram-te tudo o que quisesses,
>Mas quando morreram todo esse erro morreu.
>Parece que agora adoravam que esquecesses
>Isso e lutasses pelo aquilo que é teu.
>Duvido que consigas, o teu esforço com esses
>Caprichos, não sei se a tua força adormeceu?
>Foi surpreendido com o que se passou,
>Como não sei explicar.
>Todo o teu juízo voltou,
>Até nem posso acreditar!
>Acho que tu o ouviste, teu pai se orgulhou.
>Cresces-te, nunca é tarde de mais pra a independência alcançar.
>E os teus pais em ti acreditaram,
>Eles desceram à terra em forma de esperança.
>Meteram-se dentro do teu coração e esperaram.
>Quando paras-te pra pensar tornou-se realidade a lembrança.
>Por isso nunca te abandonaram.
>Guarda isso como uma verdadeira atitude que avança.
>
>Tens de daqui pra frente aprender a sobreviveres,
>Acho que uns boa vida vais conseguir.
>Nunca podes desistir.
>Para com o teu esforço viveres.
>

>“ Quando não sabem controlar o negócio “

>Tu trabalhas o dia inteiro,
>Há dias em que ficas saturado.
>Pagam-te por isso com dinheiro,
>Mas não é assim que ficas apurado.
>Só recebes pelo teu esforço verdadeiro
>E essa conclusão percebe-se porque não ficas parado.
>Também às vezes afugentas o teu sono,
>Para poderes a tua actividade desempenhar.
>Isso mostra que não precisas de nenhum dono,
>O teu esforço basta para essa tarefa poderes completar.
>Vês a tua vida a piorar no Outono!
>Não consegues no escuro trabalhar,
>Também com tantas dificuldades.
>Poderes trabalhar nessas condições é impossível!
>Disso o teu patrão não vê as verdades,
>Só quer, é o serviço feito num tempo provável.
>As dificuldades tornam escassas, acções das utilidades.>Tempo para essa tarefa ser desempenhada

“ Ainda me lembro “

Ainda me lembro,
Quando eras meu membro.
Íamos para a noite conhecer
Uma garinas.
O clima estava a aquecer,
Por isso dávamos umas pinas.
Podem não compreender,
Mas fazíamos, de casa as esquinas.

À noite tínhamos liberdade,
Andávamos à vontade.
Era a nossa realidade,
Não tínhamos limites na idade,
Tempos que eu quero curtir,
Na noite existia ilusão.
Pisávamos juntos um diferente chão,
Ao estarmos dos bofias a fugir.
Víamos muitas cenas,
Muitas cenas indecentes.
Sentíamos pena apenas,
Por estarmos disso dependentes.

Ainda me lembro,
Quando eras meu membro.
Onde eu choro,
Saudades desses tempos eu sinto.
Nas lágrimas essas recordações eu pinto.
Cada momento eu exploro,
Nesta confissão eu não minto.

Na noite contigo medo não sentia,
Ficava seguro em todo o escuro.
Sentia apenas alegria,
Tudo o resto eu censuro.
Tínhamos como companhia a poesia,
Tornava tudo num futuro.
Sei que agora a vida, está bué da mal,
Porque à uma crise espalhada pelo mundo.
Sem ti nada é igual,
O mundo agora está tão imundo.
Do teu lado tudo era especial.
Sentimento de culpa profundo.

Ainda me lembro,
Quando eras meu membro.
Dias inesquecíveis,
Dias incríveis.
O tempo pode passar,
Mas isso sempre me vou lembrar.
De seres meu membro,
Ainda me lembro.